Foi um encerramento com carinha de sorriso para o Lollapalooza Brasil. Umas das músicas mais tocadas no mundo em 2014 – no Brasil, foram quase 47 mil execuções no rádio – a onipresente “Happy” fechou a apresentação de Pharrell Williams no segundo e derradeiro dia do festival, neste domingo, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Ícone da moda, estrela do “The Voice” americano, homem da renascença da soul music, o cantor e multi-instrumentista fez contatos diretos – chamando homens e mulheres ao palco para dançar – num show de momentos dispersos, que pegou mesmo da metade para o final, com uma combustão de hits em sequência. Foi o suficiente para que o público, em reverência tirasse o seu chapéu – vários modelos eram vistos pelo local – para o astro que enriquece (foram US$ 22 milhões em 2014), mas não envelhece (aos 41 anos, Pharrel parece ter dez menos).

 

Como se ainda não estivesse ligando os sons à pessoa, músicas como “Hunter” e “She wants to move” (do repertório do projeto paralelo, o grupo N.E.R.D.) não serviram para ligar Pharrell e a platéia. Mas bastou a entrada da batida seca e da guitarra funky de “Beautiful” – parceria com Snoop Dogg, de vídeo gravado no Rio – para que a conexão fosse feita e o público, principalmente o feminino, se soltasse nas curvas.

 

Condenada pela família de Marvin Gaye, sob acusação de plágio, “Blurred lines”, gravada com Robin Thicke, puxou o bonde de sucessos desse midas transcultural, seguida por uma esquentada versão de “Hollaback girl”, de Gwen Stefani, e pela matadora dobradinha à francesa, “Get lucky” e “Lose yourself to dance”, gravada com o Daft Punk. Depois disso, o final feliz era previsível.

 

Fonte: O Globo


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