A empresa escocesa MacRebur, desenvolveu uma tecnologia que transforma lixos plásticos em um material capaz de substituir componentes básicos da construção de asfaltos. O CEO da empresa e idealizador do projeto, Toby McCartney, afirma que o composto é 60% mais forte do que o betume, substância tradicionalmente utilizada para este fim.

Além de transformar a presença deste material no meio ambiente, este projeto ainda colabora para a redução da quantidade de poluentes do petróleo no asfalto. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, a decomposição dos resíduos plásticos pode levar até 600 anos. Mas, durante o processo, ele se fragmenta em outro vilão: os microplásticos, que já invadiram os oceanos e até mesmo nossa comida.

A ideia de transformar lixo em asfalto surgiu quando McCarteney, em uma viagem à Índia, observou que alguns cidadãos tapavam buracos misturando diesel com o lixo plástico. Depois de algumas horas, os resíduos derretiam e formavam um enchimento duro.

Com mais outros dois colegas, o empresário pensou em uma forma de refinar este processo para evitar a emissão de substâncias tóxicas. Em 2016, eles inauguraram sua linha de produção e, atualmente, a MacRebur reaproveita desde materiais industriais até garrafas descartáveis.

 

Mais resistente que asfalto comum

Segundo o empresário, o composto produzido é 3 vezes mais resistente na construção de estradas do que o betume. O segredo disso está no processo de produção. “Passamos por cerca de 500 a 600 combinações de polímeros diferentes antes de encontrar um que realmente funcionasse”, revelou o CEO durante uma entrevista à CNN.

Conforme explica o site da empresa, este material é inicialmente triturado em lascas de 5 mm e misturado a um “ativador”, com composição mantida em segredo pela empresa. Essa substância, então, derrete o plástico e o transforma no composto final.

Até o momento, a MacRebur tem apenas uma fábrica aberta em San Diego, na Califórnia. No entanto, durante a entrevista, McCartney afirmou que sua empresa está em expansão e o próximo passo é abrir filiais em Oregon e Washington.

 

 

Fonte: TecMundo


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