
Levou cerca de dois meses o garimpo da artista visual Lígia Teixeira, resgatando colchões relegados pelas ruas ou cedidos por motéis cariocas. Além de histórias curiosas, ela conseguiu reunir o que seria utilizado como parte da estrutura, com todas as suas marcas do tempo, para uma instalação cenográfica que apresenta na exposição “#Divas não pedem perdão”, no Centro Cultural Correios. A partir destes colchões usados, onde faz interferências com tinta e pinceis, Lígia reflete a questão do empoderamento feminino, o erotismo e a afirmação do desejo através de dançarinas de pole dance. O curador, Alexandre Murucci, criou um palco em formato de cruz onde sete colchões de casal ficam dispostos no terceiro andar, tendo um mastro usado nas coreografias pole dance posicionado no centro da sala.
