
João é um divisor de águas na cultura brasileira e mundial. Ele criou um novo paradigma e redefiniu a estética vigente, revolucionando nosso jeito de ouvir e fazer música. Sofisticado e minimalista, nos ensinou a ouvir os silêncios. Neste ano, em que João Gilberto entrou para a eternidade, um grupo luxuoso de músicos preparam uma homenagem especial. As cantoras Paula Santoro e Joana Duah, o cantor Pedro Iaco, o violonista Swami Jr e o pianista, Tiago Costa.
No início, ele surge imitando o jeito de cantar de Orlando Silva. Diz a lenda que depois de se trancar em um banheiro, durante meses, na casa de sua irmã em Diamantina, João saiu do seu “útero de azulejos” renascido em o que se nomeou de Bossa Nova. Mas, segundo ele, ele era um sambista e tocava samba. E é isso mesmo, a Bossa Nova vem do samba que é a grande raiz da música brasileira. Segundo Menescal, João aconselhou: “Em vez de ficar tentando reproduzir no violão todo o suingue do samba, peguem um instrumento só para imitar. Eu imito o tamborim.” Surgia assim, uma batida diferente, vinda do samba, que se batizou de Bossa Nova.
