
Solo monólogo em que a artista disserta sobre estares: afeto/casa, nada/trabalho, fuga/lazer. Uma mulher em um corpo sem órgãos, uma consciência, uma percepção humana. Disserta lugares ordinários onde um afeto, um nada, uma fuga coexistem. Ela se conserva em um corpo plastificado e, literalmente, estático.
Arcaica, guarda seus afetos sobrevivendo em um mundo urbano. Vai de um ponto ao outro sem perder seu impulso lúcido. Em seu imaginário, vive sua casa, seu trabalho e seu irremediável desejo de fuga.
Maria de Lourdes, nome próprio, fundo pessoal, um corpo cheio de movimentos intrínsecos que delatam, através da fala, o intenso escondido dentro.
