
No monólogo, Domitila de Castro Canto e Melo (1797-1867), a marquesa de Santos, fala sobre sua vida muito além do romance com o primeiro imperador brasileiro, D. Pedro I, que a tornou famosa. A peça explora as variações na narrativa que transformam a Domitila de carne e osso na figura mítica que atua há 150 anos no inconsciente coletivo do Brasil. Aborda questões de gênero e do apagamento histórico da figura da marquesa. Muito além dos sete anos de relacionamento com d. Pedro no Rio de Janeiro, ela teve papel importante na política e na sociedade de São Paulo nos 38 anos que viveu depois do seu rumoroso caso com o imperador.
De vítima de violência doméstica em seu primeiro casamento, passando por amante do imperador, a mulher independente e poderosa por sua própria conta, Domitila se reinventou várias vezes para sobreviver numa sociedade machista. Ela acabou se tornando até santa popular após sua morte. O monólogo de 50 minutos trata dessas várias facetas da personagem a partir do ponto de vista dela própria, que interage com as diferentes imagens de si mesma que as outras pessoas projetam. Após o espetáculo haverá uma roda de conversa com o autor e a atriz.
