
Na montagem, UMA vai ao encontro de OUTRO, e isso seria um fato corriqueiro se este OUTRO não se recordasse mais de UMA. A trama traz o (des)encontro de dois desajustados, e a sua relação com o meio em que vivem – amores, família, amigos, – permeando entre “verdades padronizadas” e “mentiras originais”. A encenação acontece em um ambiente cotidiano, ao se passar em um ponto de ônibus. O enredo faz alguns giros sobre a memória e a afetividade dos personagens. Elenca o que nos é caro e o que está sujeito ao descarte. Será que o que guardamos foi realmente o mais importante? E este ato de “guardar” não seria uma prisão ao nosso espírito?
