De 4 a 15 de dezembro acontecem as Oficinas de Poesia Improvisada e shows de samba de coco com o Mestre Nilton Junior do coco de Toré Pandeiro do Mestre, em 5 bibliotecas da cidade de São Paulo, nos bairros de Guaianases, Vila Mariana, Jardim Oriental, Vila Pirituba e Limão. Os eventos serão presenciais e gratuitos.

Dando continuidade ao projeto Formação Cultural do Brasil que circulou a rede municipal de bibliotecas em novembro de 2019, a produtora cultural Japuara, propõe 5 encontros com o Mestre Nilton Junior do coco de Toré Pandeiro do Mestre para oficinas de poesia improvidas e shows de samba de coco.

Quando alguém se vê diante de um poeta improvisador, seja esse poeta… um mestre repentista, ou um mestre de qualquer outra manifestação popular que tenha o verso improvisado como um de seus elementos constituintes, em algum momento, tendo esse alguém afinidade (ou não) com os códigos relativos à prática cultural que ele está testemunhando, se perguntará: “Como esses mestres conseguem realizar, de improviso e de um modo quase sempre tão bem resolvido, estruturas aparentemente tão complexas?”

Para qualquer um (que não seja poeta popular) que observe o ato de criação de um verso improvisado, fica sempre faltando a experiência pessoal de como se dá a dinâmica, no intelecto, dos processos anímico-espirituais da criação subjetiva em si. De como o “milagre” vem a ser, a partir do mundo interior do poeta, os que não dominam a arte do improviso, pouco ou nada sabem. Para os que não dominam a mestria de fazer verso improvisado, apenas o “milagre” da coisa em si, da coisa pronta, torna-se perceptível percepção. A parte da percepção dos processos de criação, que é invisível aos olhos é silenciosa aos ouvidos. Apenas quem é poeta improvisador conhece. E os poetas improvisadores seguem envoltos em uma aura de misticismo como se portadores de um dom inato e inacessível.

Nossa Vivência de Poesia Improvisada pretende, através da prática em grupo, demonstrar que esse pretenso dom é na verdade o resultado de um trabalho. Trabalho que é em parte, lúdico e inconsciente, onde os jovens futuros poetas populares são primeiramente expostos à experiência de testemunhar encontros (às vezes até casuais) onde veteranos improvisadores permitem que eles conheçam os mecanismos do método que os tornou capazes de improvisar. E em parte, resulta em um segundo momento, do esforço pessoal em um treinamento laboral baseado nas experiências absorvidas junto aos veteranos mestres.

A mestria de fazer poesia improvisada resulta de uma prática que tem o que podemos chamar de um “método pedagógico”.

É uma ciência. Mesmo que nunca tenha sido apresentada como uma tal dentro dos rigores acadêmicos formais.

Ao final, será feita uma breve apresentação de coco de toré.

A Japuara Produções Culturais tem objetivo de difundir as culturas populares do Nordeste e Norte e valorizar as tradições por meio do fortalecimento do lugar de fala dos mestres e das tradições indígenas e afrodiaspóricas para que estas não sejam cooptadas pelo colonizador.

 

 

Ficha técnica:

Nilton Junior – mestre do coco pandeiro do mestre

Natália Santos – coro e pandeiro

Patricia Soares – coro e maracás

Luciana Félix – Bombo

 

Serviço:

 

  • Dia 4 de dezembro, sábado, às 16h – Biblioteca Cora Coralina

Otelo Augusto Ribeiro, 113 – Guaianases, São Paulo – SP, 08412-010

  • Dia 9 de dezembro, quinta-feira, às 16h – Biblioteca Viriato Corrêa

Sena Madureira, 298 – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04021-050

  • Dia 10 de dezembro, sexta-feira, às 16h – Biblioteca Paulo Duarte

Arsênio Tavolieri, 45 – Jardim Oriental, São Paulo – SP, 04321

  • Dia 14 de dezembro, terça-feira, às 16h – Biblioteca Brito Broca

Av. Mutinga, 1425 – Vila Pirituba, São Paulo – SP, 05110-000

  • Dia 15 de dezembro, quarta-feira, às 16h – Biblioteca Jayme Cortez

Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 – Limão, São Paulo – SP, 02721-200

 

Classificação indicativa: Livre
Duração: 60 min.
Formato da apresentação: Itinerante

Página/perfil onde será feita: Presencial 

Instagram: @nilton.nascimento2018 e @japuara

Grátis!


Fonte: Miriam Bemelmans


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