Por definição, uma sociedade matriarca é um grupo que é liderado e governado por uma mulher, vista como a mãe e chefe de toda a tribo ou comunidade. Para feministas e antropólogos, as classificações de sociedades com base na mulher podem ser feitas de várias maneiras, incluindo o sistema matrilinear.

 

Dentro desse conceito, a base da família e da sociedade é levada em conta a partir do papel da mulher, tanto social como biologicamente. Nesses grupos, o papel de liderança é exercido pela mulher e o homem que deve se adequar ao estilo de vida feminino.

 

Na mitologia, podemos encontrar sociedades como a das Amazonas, focadas ao redor das mulheres, em algumas vertentes até mesmo ignorando completamente a presença ou existência de homens. Na realidade, no entanto, o conceito de sociedades lideradas por mulheres é bem raro, já que a dominância do homem tem sido visto com muito mais frequência em nosso mundo.

 

No caso destas sociedades, no entanto, o controle está todo das mulheres. Vamos conhecê-las!

 

1 – Bribri

bribri

Os Bribri são um pequeno grupo de indígena de pouco mais de 13 mil pessoas que vivem na região de Talamanca, em Costa Rica. Assim como as outros sociedades matrilineares, o grupo é organizado em vários clãs. Cada um deles é formado por uma extensa família, liderada por uma matriarca ou um grupo de chefes mulheres. Elas são as únicas que possuem o direito de possuir terras e carregam o poder de lidar com situações proibidas para homens. Por exemplo, somente as mulheres Bribri têm direito de preparar o cacau utilizado em cerimônias e rituais sagrados para o povo.

 

2 – Minangkabau

 minangkabau

Com uma população de cerca de quatro milhões de pessoas, o povo Minangkabau vive na Indonésia e é reconhecido como a maior sociedade matrilinear que se tem conhecimento hoje em dia. Além das leis que exigem que as propriedades estejam registradas no nome de mulheres e passem de mãe para filha, a sociedade acredita que a mãe é a pessoa mais importante dentro do contexto social.

 

Para os Minangkabau, as mulheres devem cuidar dos afazeres domésticos, enquanto homens dominam as áreas da política e da espiritualidade. Quando existe casamento, a mulher tem a direito a ter o seu próprio quarto e o homem, caso durma com ela, precisa deixar o ambiente logo cedo, antes do café da manhã. Quando os homens Minangkabau completam 10 anos de idade, devem deixar a casa da mãe e ir para quartéis, onde aprendem habilidades úteis para a sociedade e conhecimentos religiosos.

 

Apesar da sociedade ser focada nas mulheres, os chefes do clã são sempre homens. A responsabilidade de escolher, fiscalizar e até mesmo expulsar os líderes, porém, é das mulheres do grupo.

 

3 – Garo

garo

A sociedade dos Garo considera a linha de sucessão feminina na hora de tratar de controle de propriedades ou funções políticas, com cargos e posses que passam de mãe para filha. Apesar da sociedade ser matrilinear, ela não é fundamentalmente matriarcal, pois o governo e a administração das propriedades é de responsabilidade dos homens.

 

Frequentemente, as filhas mais jovens de uma família precisam se submeter a casamentos arranjados, pois elas são as primeiras nas linhas de sucessão dos Garo. Para filhas mais velhas, no entanto, os casamentos podem ser mais complexos.

 

Na tradição Garo, o noivo deve recusar propostas de casamento e fugir dos convites, até ser capturado. É normal que os noivos fujam várias vezes, até que um dos lados desista – a noiva cansa da captura e abandona a ideia ou o noivo desiste das fugas e aceita o casamento. Uma vez que o casal esteja junto, o homem passa a viver na casa da noiva.

 

4 – Akan

akan

O povo Akan é o maior grupo étnico de Gana, formando cerca de 47,5% da população. A organização social do grupo é fundamentada ao redor das mulheres. Homens podem carregar posições de lideração dentro da sociedade, mas apenas quando eles herdam o cargo de suas mães ou irmãs, por exemplo. Geralmente, espera-se que o homem seja capaz de sustentar não só a sua própria família, mas quaisquer parentes mulher que tiver.

 

5 – Mosuo

 mosuo

Vivendo perto da fronteira do Tibete, os Mosuo forma a mais popular sociedade matrilinear de nosso mundo. Segundo dados oficiais do governo chinês, o grupo faz parte de uma minoria étnica chamada Naxi, mas na verdade os Mosuo se separam desse grupo tanto em cultura como em língua.

 

O grupo vive dentro de casas grandes que abrigam grande parte da família, sendo que a autoridade de cada residência fica a cargo de uma matriarca. A partir daí, a sucessão de poder se dá pela linhagem feminina. Apesar das decisões administrativas serem de responsabilidade das mulheres, os homens participam da sociedade por meio das negociações políticas.

 

Para os Mosuo, não existe a institução do casamento. Na verdade, as mulheres escolhem seus parceiros apenas entrando na casa deles, mas o casal nunca divide a mesma residência. Por causa da separação, os filhos vivem somente com as mães, mas os pais podem exercer algumas funções na criação das crianças, isso se a identidade deles for conhecida.

 

6 – Nagovisi

nagovisi

O povo Nagovisi vive no sul da ilha de Bougainville, um território no Oceano Pacífico que forma o arquipélago das Ilhas Salomão, mas faz parte da Papua-Nova Guiné. Segundo relatos do antropólogo Jill Nash, a sociedade Nagovisi era dividida em duas partes matrilineares, divididas entre clãs menores.

 

As mulheres dos clãs se envolvem em cargos de liderança e cerimônias, mas sentem orgulho em trabalhar nas terras em que vivem. Nash observou que no tema casamento, as mulheres levam hábitos de jardinagem com a mesma intensidade que os costumes sexuais. Caso uma mulher seja vista cuidando de plantações e hortas ao lado de um homem, a sociedade vai considerar que eles estão casados.

 

Qual desses costumes você achou mais diferenciado?

 

Fonte: Fatos Desconhecidos


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