Assim que 2020 começou a Netflix revelou detalhes sobre seus filmes previstos para serem lançados ao longo do ano. Assim, em meio aos quase trinta títulos anunciados, encontramos The Old Guard. Apenas alguns meses depois, em julho, o longa de ação protagonizado e dirigido por mulheres chegou oficialmente à plataforma. Surpreendentemente, contrariando todas as expectativas, The Old Guard foi assistido 72 milhões de vezes, se tornando um dos maiores sucessos da gigante do streaming. Mas, afinal, o que esse filme tem de tão bom? Realmente compensa assisti -lo? Então, buscando responder essas perguntas, elaboramos a lista abaixo. Aprecie sem moderação.

7 – Trilha sonora moderna

Embora The Old Guard gire em torno de um grupo de imortais que passou incontáveis anos lutando em prol da humanidade, o filme conta com uma atmosfera extremamente contemporânea. Sendo assim, além dos equipamentos de última geração e do corte de cabelo super moderno de Charlize Theron, a trilha sonora não deixa a desejar no quesito atualidade. Para combinar com a dinâmica do filme, a seleção de músicas é composta majoritariamente pelos gêneros pop e eletrônico. Só para citar alguns artistas tocados no longa, temos Frank Ocean, Marshmello, Khalid e Elle King. Além disso, também é importante ressaltar que a produção conta com incríveis faixas originais compostas por Volker Bertelmann e Dustin O’Halloran.

6 – Direção cirúrgica

Gina Prince-Bythewood é uma cineasta e roteirista estadunidense que, apesar de contar com uma filmografia voltada para o drama, fez um trabalho altamente aclamado nesse filme. Segundo Matt Goldberg, do Collider, Bythewood foi responsável por dirigir o melhor filme de ação da Netflix, até agora. Além disso, a crítica especializada reforçou que o principal trunfo da cineasta foi sua supervisão detalhada. Em suma, Bythewood inovou ao trazer para o gênero ação algo geralmente menosprezado, a importância daqueles personagens para além das cenas de luta. “Bythewood sabe que o personagem é a chave. Então, enquanto é tudo de bom ver Theron destruir um bando de assassinos mascarados com seu machado, é mais importante simpatizarmos com Andy e seu arco”, escreveu Goldberg. Coincidentemente, é exatamente esse detalhe que faz The Old Guard se destacar dos demais filmes de ação da plataforma. Certamente isso não seria possível sem o olhar perspicaz da diretora.

5 – Roteiro tão bem adaptado que merece um Oscar

Sem dúvidas, Bythewood fez um incrível trabalho. Contudo, ela não estava sozinha nessa. Na verdade, juntamente com ela, Greg Rucka, escritor dos quadrinhos originais, embarcou com tudo nesse projeto. Sendo assim, com um roteiro adaptado pelo mesmo autor do material de origem, The Old Guard é um retrato fiel à sua essência. Obviamente foram realizadas algumas mudanças para as telas. No entanto, nada comprometeu a trama e seu principal atrativo: a complexidade em torno da imortalidade. Ao mesmo tempo em que vemos um debate em torno da diferença de passar a eternidade vivendo de luto ou de amor, também nos deparamos com o choque perante a fragilidade da vida. Este último, por sua vez, ocorre quando Andy se vê sem seu fator de cura, algo bolado exclusivamente para o filme.

4 – Cenas de ação magistralmente coreografadas

Voltando a citar Goldberg, as cenas de ação de The Old Guard podem ser descritas como “claras, rápidas, eficientes e brutais”. Embora pudéssemos aproveitar para dizer o quão bem esse elemento coexiste com a melancolia e demais aspectos sombrios dos guerreiros imortais, preferimos exaltar o desempenho de Theron e cia nas cenas de luta. A atriz conhecida por estrelar filmes como Mad Max: Estrada da Furia e Atômica, se encontra em sua melhor forma como Andrômaca de Scynthia. Com a ajuda de Danny Hernandez, coordenador de luta que já trabalhou em Logan e John Wick, a atriz conseguiu realmente passar a ideia de que sabia mais formas de matar do que exércitos inteiros. No vídeo acima você pode ter um vislumbre de como foi a preparação de Theron para o papel.

3 – Representatividade para além da palavra

Em pleno 2020 ainda existem produções que se consideram “representativas” apenas por cumprirem cotas. Pois bem, esse não é o caso de The Old Guard. Além de contar com Gina Prince-Bythewood, que fez história ao se tornar a primeira mulher negra a dirigir uma adaptação de quadrinhos, o longa apresenta personagens e elencos diversos. A preocupação da direção e roteiro em respeitar as individualidades culturais também devem ser ressaltadas. Por exemplo, Quynh não existe nas HQs. Em seu lugar encontramos Noriko, uma imortal de ascendência japonesa. No entanto, como Veronica Ngo, a atriz escalada para viver a personagem, é vietnamita, Bythewood e Rucka alteraram a origem e nome da personagem. Embora não pareça muito, esse pequeno gesto foi um grande passo para Hollywood, que tende a misturar culturas asiáticas.

Ademais, é impossível falar de representatividade sem citar Joe e Nicky. A declaração do casal foi um dos maiores destaques do filme. Na verdade, todas as cenas partilhadas pelos dois eram de uma sensibilidade imensa. Aproveitando que citamos a resposta de Joe para quando se referem à Nicky como seu namorado, pode ser do interesse público saber que na HQ essa linda declaração é mais extensa. Além disso, um fato curioso é que Rucka fez muita questão de que essa fala fosse inserida no filme. Só para dar uma noção do peso que essa fala tem para o autor, ele chegou a colocá-la como exigência em seu contrato.

2 – Mitologia intrigante

Bom, pra começar, estamos falando de diversos guerreiros de diferentes etnias, nascidos em diferentes épocas e unidos pela imortalidade. Só de ler isso em voz alta já te faz querer soltar um “nossa”. Pois bem, pelo pouco que vimos sobre as origens e poderes de regeneração dos imortais em The Old Guard, só sabemos que nada sabemos. Na verdade, nem eles sabem ao certo como essa dádiva/maldição funciona. Contudo, sempre que era mostrado algum flashback de algum dos guerreiros, nossa curiosidade era elevada ao nível máximo. Existem muitas lacunas a serem preenchidas nessa mitologia e, talvez, seja isso que a torna tão atrativa. De qualquer forma, guardar algumas informações sobre os personagens foi uma boa jogada da Netflix pois nos leva ao último tópico abaixo.

1 – Precisamos de uma sequência

Provavelmente, essa atmosfera de mistério foi desenvolvida exatamente para nos fazer ir atrás de uma sequência, e funcionou. Felizmente, a recepção de The Old Guard foi mais positiva do que o esperado e os números são extremamente interessantes e convidativos para a Netflix. Ademais, Rucka já anunciou que gostaria que o filme integrasse uma trilogia. Posteriormente, Bythewood chegou a confirmar essa declaração e reforçar que “Greg [Rucka] sempre imaginou isso como uma trilogia. Eu sei para onde a história está indo, e é bem legal. Então, se o público quer mais, certamente há mais histórias para contar”.

 

Fonte: Fatos Desconhecidos


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