Há 51 anos atrás, no dia 20 de julho de 1969, Neil Armstrong ficou conhecido por dar um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade. Isso porque, ele se tornava o primeiro homem a pisar em solo lunar. Contudo, mesmo com todos os recursos tecnológicos voltados para o programa Apollo, os computadores daquela época não eram mais avançados do que os que carregamos em nossos bolsos atualmente, os smartphones. Sendo assim, muitas pessoas se perguntam: como um computador com apenas 4 KB de RAM levou o homem à Lua?

Hoje, nossos celulares ou computadores possuem dois, quatro ou até mais GB de RAM. Assim, fazendo uma rápida comparação, 1 GB (gigabyte) vale 1.000.000 de KB (kilobytes) ou 1.000 MB (megabytes). Ou seja, sendo tão mais avançados, em teoria, todos os nossos celulares deveriam nos levar até a Lua, certo? Na verdade, não, mas isso pode ser explicado.

Como funcionavam os computadores dos anos 1960?

Nos anos 1960 e 1970, pensar em megabytes era uma ideia surreal. Portanto, o Computador Guia da Apollo (AGC) contava com apenas 4 KB de memória RAM embutida. Nessa época, existiam poucos ou quase nenhum computador pessoal. Dito isso, o papel do AGC era basicamente coordenar o lançamento e o pouso da espaçonave.

Na época, essa era a única função do AGC. Por isso, ele dava conta do recado com a memória que tinha. Sendo assim, é muito mais pesado, por exemplo, renderizar gráficos em 4K. Além disso, os computadores de hoje em dia fazem muito mais do que uma tarefa ao mesmo tempo. Com isso, os KB logo se tornaram MB e GB.

Para realizar uma única tarefa, a memória do AGC continua sendo mais do que suficiente. Dessa forma, mesmo que tivéssemos acesos a tecnologia com maiores armazenamentos, não seria necessário. De fato, isso poderia resultar em um melhor desempenho, mas claro, com as limitações da época, o computador funcionava da forma que deveria. Também devemos lembrar que o AGC foi praticamente feito à mão.

Aumentar a memória do computador em 0,5 KB deixaria tudo mais caro

Hoje, jogos modernos mais potentes exigem, no mínimo, 4 GB de RAM. Porém, isso implica em não somente rodar o jogo, mas uma série de outras tarefas. Ao mesmo tempo, os 4 GB de RAM servem para gerenciar milhões de pixels e como eles se comportam, como os elementos do jogo reagem entre si e como ele lida com as respostas do jogador, entre outros fatores.

De forma resumida, a computação moderna pode ser resumida ao controle de comandos de um foguete. Com isso, um jogo ou mesmo as tarefas básicas de um computador ou celular lidam com milhões de elementos que devem ser constantemente calculados e exibidos corretamente.

Voltando ao pouso na Lua, os 4 KB do AGC eram mais do que suficientes para executar os comandos da missão. Dito isso, aumentar a memória RAM para 4,5 KB seria um excesso desnecessário. Além de também, um custo maior de dinheiro e tempo. “A chegada do homem à Lua representou um esforço científico e tecnológico que, na época, ninguém imaginava possível”, afirma José Monserrat Filho, chefe de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB) e professor de Direito Espacial.

 

Fonte: Fatos Desconhecidos


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