Não há dúvida, as constantes descobertas arqueológicas têm ajudado a definir cada vez mais o passado. É por meio dessas descobertas, que entendemos melhor as culturas que fizeram parte da história, e é por conta dos inúmeros estudos científicos, que mudamos completamente a nossa compreensão do passado.

 

Essas descobertas parecem não ter fim. E desde que os manuscritos do Mar Morto foram acidentalmente descobertos, há mais de 70 anos em uma caverna em Israel, eles são uma fonte de curiosidade.

 

Esses pergaminhos são famosos por terem os manuscritos mais antigos da bíblia hebraica. Contudo, quem escreveu esses manuscritos ainda é um mistério. E agora, com o uso da tecnologia, os pesquisadores estão próximos de compreender alguns antecedentes desses textos enigmáticos.

 

Os pesquisadores do Instituto Qumran da Universidade de Groningen fizeram uma investigação grande sobre a paleografia, que é o estudo da caligrafia antiga, de um desses pergaminhos.

 

Através de vários processos meticulosos, incluindo digitalização, leitura automática e análise estatística, os pesquisadores conseguiram propor que dois escribas com caligrafia bem parecidas provavelmente escreveram as duas metades do manuscrito.

 

O pergaminho que eles analisaram foi o chamado 1Qlsaa, que é um manuscrito grande e um dos sete que foram encontrados perto do Mar Morto em Qumran, em Israel em 1946. Esse pergaminho de dois mil anos preserva os 66 capítulos do Livro de Isaías da bíblia hebraica. Eles antecedem outros manuscritos hebraicos de Isaías em mil anos.

 

Autores

 

Os pesquisadores treinaram um algoritmo para separar a tinta de fundo, o couro ou papiro do rolo Com isso, o algoritmo conseguiu estudar cada caractere e procurou pequenas mudanças que pudessem ser um sinal de um escritor diferente.

 

Essa tecnologia algorítmica começou a ser usada em estudos bíblicos e também nas humanidades digitais mais amplas só nesses últimos anos. E até certo ponto, esse novo estudo derruba o argumento de que o texto foi originalmente escrito por um escriba.

 

Até porque, os pesquisadores encontraram no fim da 27ª coluna de um texto de 54 uma quebra no manuscrito. Ela era uma lacuna de três linhas e tinha uma mudança no material. Além disso, uma segunda folha foi costurada na primeira. O que os pesquisadores sugerem que foi nesse ponto que o escriba mudou.

 

Essa descoberta aumenta ainda mais a suposição que algumas pesquisas anteriores tinham de que talvez existisse equipes de escribas que trabalhavam juntos nos manuscritos do Mar Morto.

 

Texto

 

Contudo, um escriba diferente não é a única explicação possível. Os pesquisadores também observaram uma mudança na caneta, o afiamento de uma ponta, uma mudança nas condições de escrita ou na saúde do escriba também podem contribuir para diferença.

 

Mas a diferença encontrada parece ser bastante clara. E a conclusão mais plausível é realmente uma mudança de escriba.

 

Os computadores estão sendo cada vez mais uma parte importante na análise de texto no século XXI. Embora, o uso da inteligência artificial possa sugerir que os computadores tomaram o lugar dos estudiosos no norte da Holanda esse certamente não é o caso.

 

Contudo, essa mudança para o digital dá uma nova abertura para o estudo de textos sagrados. Principalmente as escrituras cristãs e da bíblia hebraica.

 

Fonte: Fatos Desconhecidos.


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