A última coisa que alguém espera encontrar dentro de uma velha caixa de charutos, é um antigo artefato egípcio. Mas por ironia do destino, foi exatamente o que a arqueóloga Abeer Eladany encontrou, ao vasculhar os arquivos do museu da Universidade de Aberdeen, na Escócia.

 

“Estava efetivamente escondido à vista de todos”, disse ela sobre a descoberta. “Sou arqueóloga e trabalhei em muitas escavações no Egito, mas nunca imaginei que seria aqui, no nordeste da Escócia, que eu encontraria algo tão importante para o patrimônio cultural de meu próprio país”.

 

O artefato

 

Eladany, que já trabalhou anteriormente no Museu Egípcio, no Cairo, ficou extremamente surpresa quando descobriu o artefato. De acordo com a Smithsonian Magazine, o objeto encontrado é um dos itens que faltava para compor as Relíquias de Dixon.

 

As Relíquias de Dixon, que, basicamente, são três peças, foram os únicos itens retirados da Grande Pirâmide de Gizé, onde está a câmera de uma rainha egípcia que viveu durante o século XIX. Duas relíquias – uma bola e um gancho – já haviam sido encontradas. Atualmente, ambas estão em exposição no Museu Britânico.

 

O artefato que faltava, que é um pedaço de madeira de cedro de cinco polegadas, também já havia sido encontrado antes, mas desapareceu ao ser enviado para a Universidade de Aberdeen.

 

Eladany desconfiou que o pedaço de madeira que estava em uma velha caixa de charutos poderia ser uma das relíquias porque o recipiente tinha estampado uma antiga bandeira do Egito. Ao se deparar com o item, Eladany verificou os registros e, então, foi aí que percebeu o que havia encontrado.

 

Encontrando as relíquias

 

Em 1872, o engenheiro Waynman Dixon e seu amigo James Grant, médico e explorador, realizaram uma escavação na Grande Pirâmide de Gizé com a permissão do Serviço de Antiguidades Egípcias. Durante a escavação, os dois homens encontraram as Relíquias de Dixon, que até onde se sabe são os únicos itens que foram removidos de dentro da estrutura de 4.500 anos.

 

Dixon e Grant mantiveram os artefatos para si. Dixon manteve a bola e o gancho, enquanto Grant tomou posse da peça de madeira. Depois que Grant morreu, em 1895, sua coleção de artefatos foi enviada à Universidade de Aberdeen. Na época, o fragmento foi registrado apenas como um simples “pedaço de cedro” e, conseqüentemente, nunca foi oficialmente catalogado.

 

“A coleção de artefatos que a universidade possui é enorme. São, basicamente, centenas de milhares de itens. Então, procurar a peça que faltava para compor as Relíquias de Dixon nunca foi fácil. É como encontrar procurar agulha em um palheiro”, disse Eladany. “Não pude acreditar quando vi o que estava dentro da caixa de charuto”.

 

Uma análise de radiocarbono revelou que a peça de madeira, agora, fragmentada, data entre 3.341 a 3.094 a.C.. Por conta disso, os pesquisadores acreditam que o artefato foi usado como uma ferramenta de medição durante a construção da Grande Pirâmide de Gizé

 

“É ainda mais antigo do que imaginávamos”, disse Neil Curtis, chefe do departamento de coleções especiais da Universidade de Aberdeen. “Isso, surpreendentemente, é a idade da madeira. Ou seja, estamos diante de um fragmento de uma árvore rara, da época do antigo Egito”.

 

Fonte: Fatos Desconhecidos.


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