Em 2006, a NASA lançou ao espaço, preso a um balão, o ARCADE (acrônimo, em inglês, para Radiômetro Absoluto para Cosmologia, Astrofísica e Emissão Difusa). Sua missão era captar o calor e a luz da primeira geração de estrelas e galáxias que, viajando por bilhões de anos-luz, chegam à Terra como ondas de rádio. Qual não foi a surpresa dos astrofísicos ao descobrir que o ARCADE ouvira um sinal 6 vezes mais alto do que esperado, mesmo para estrelas recém-formadas há bilhões de anos. Quem está gritando? Essa é uma pergunta ainda sem resposta.

 

“Foram meses de análise de dados para primeiro separar os efeitos instrumentais do sinal e, depois, a radiação galáctica. A surpresa foi gradualmente tomando corpo ao longo do tempo mas, ainda assim, o impacto foi enorme”, disse à revista All About Space o astrofísico Dale J. Fixsen, da NASA .

 

Desde então, pesquisadores do mundo inteiro tentam descobrir sua origem. “É um sinal difuso que vem de todas as direções, ou seja, ele não se origina de um único objeto espacial”, explicou o astrofísico Al Kogut, do Goddard Space Flight Center da NASA e chefe da equipe ARCADE.

 

Por todos os lados

 

Chamado de fundo sincrotrônico de rádio, o sinal é formado por dois elementos: o fundo, uma mistura de emissões de múltiplas fontes; e a radiação sincrotrônica, emissão eletromagnética originada de partículas carregadas que se movem próximo à velocidade da luz. Como cada fonte emissora tem o mesmo espectro de radiação, torna-se quase impossível identificar de onde vem o rugido cósmico.

 

“Sabe-se desde o final da década de 1960 que a emissão de rádio combinada de galáxias distantes forma um fundo difuso de rádio, originado de todas as direções. O grito espacial é semelhante a esse sinal, mas o problema é que não parece haver 6 vezes mais galáxias nos confins do Universo que compense a diferença entre as emissões ou justifique a intensidade do sinal – isso pode significar que algo novo e emocionante é a sua fonte”, disse Kogut à All About Space.

 

Não se sabe nem mesmo se o que está gritando habita a Via Láctea. Para o físico Jack Singal, da Universidade de Richmond, “eu não diria que a hipótese de a origem estar na Via Láctea deva ser descartada; no entanto, acredito que essa explicação parece ser a menos provável. Acho que podemos precisar de uma nova hipótese para a origem – uma que ninguém tenha pensado ainda”.

 

O silêncio das primeiras estrelas

 

Outro programa é o que pretende usar o radiotelescópio do Observatório de Green Bank “para mapear o céu com maior precisão do que antes, talvez isso nos ajude a esclarecer o mistério”, afirmou Kogut.

 

Fonte: Tecmundo.


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