A maioria das pessoas já ouviu o dito que diz “nem tudo que reluz é ouro” e ele é a mais pura verdade. O ouro é um elemento bastante precioso por conta de algumas das suas propriedades. Ele é um metal raro, com aspecto brilhante, maleável, dúctil e pode ser encontrado na forma isolada na natureza.

Ele é bastante desejado e tem um valor comercial alto. E com o tempo, foram surgindo algumas imitações, como a mais conhecida que é chamada “ouro de tolo”. Mas agora, os cientistas conseguiram tornar o material não magnético pirita, sulfeto de ferro ou ouro de tolo, em um material magnético através de uma transformação elétrica.

Essa foi a primeira vez na história que um material não magnético foi transformado dessa forma. O que pode trazer uma nova era de ouro na criação de valiosos dispositivos eletrônicos com mais eficiência de energia. Esse estudo foi feito pela Universidade de Mennesota, nos Estados Unidos.

“A maioria das pessoas conhecedoras de magnetismo provavelmente diria que era impossível transformar eletricamente um material não magnético em material magnético. Quando olhamos um pouco mais a fundo, vimos uma rota potencial e a fizemos acontecer”, disse Chris Leighton, pesquisador titular da pesquisa e professor da Universidade Minnesota no Departamento de Engenharia Química e Ciência de Materiais.

Ouro de tolo

Há mais de dez anos Leighton e seus colegas fazem pesquisas sobre a pirita com o objetivo de usá-la nas células solares baratas. Mas até recentemente eles não tinham tido sucesso. Eles estudam o sulfeto de ferro há mais de uma década para um possível uso em células solares.

Em particular, o enxofre é um subproduto altamente abundante e de baixo custo para produção de petróleo. Mas infelizmente, os cientistas e engenheiros não encontraram uma forma de tornar o material eficiente o suficiente para fazer células solares de baixo custo e abundantes na Terra.

Mas o grupo também usou o metal em estudos da nova magnetoiônica, na qual a eletricidade em tensões diferentes é usada para manipular características magnéticas de diferentes materiais com o propósito de usá-lo em equipamentos eletrônicos magnético para armazenar dados.

Experimento

Nessa nova pesquisa os cientistas usaram a técnica conhecida como porta eletrolítica. Eles colocaram o metal sulfeto de ferro em um aparato que o coloca em contato com uma solução de íons.

Depois disso eles aplicaram um único volt, que é menos que uma pilha palito, movimentando moléculas de carga positiva par  o meio, que fica entre a solução de eletrólitos e o sulfeto de ferro, induzindo assim o magnetismo.

Então, eles desligaram a tensão e conseguiram fazer com que o material voltasse ao estado original sem magnetismo. Isso mostra a reversibilidade do processo.

“Ficamos surpresos com o resultado. Ao aplicar a tensão, essencialmente despejamos elétrons no material. Acontece que, se você obtiver concentrações altas o suficiente de elétrons, o material vai querer espontaneamente se tornar ferromagnético, o que pudemos entender com a teoria. Isso tem muito potencial. Tendo feito isso com sulfeto de ferro, achamos que também podemos fazê-lo com outros materiais”, disse Leighton.

Ele ainda afirmou que nas próximas experiências, que fizerem eles tentarão replicar o fenômeno em temperaturas maiores. Além de também usar a mesma técnica em materiais diferentes para confirmar o potencial par  uso em dispositivos eletrônicos.

 

Fonte: Phys 


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