Mais do que desenvolver em tempo recorde um imunizador eficaz contra o novo coronavírus, empresas farmacêuticas terão de enfrentar outro desafio tão grande quanto esse: a distribuição das substâncias. Não é diferente com a vacina da Pfizer, cujos dados de testes, recentemente, indicaram ter funcionado em 90% dos voluntários. Afinal, como transportar algo que, para se manter íntegro, precisa ser mantido em uma temperatura similar à do Polo Sul em um dia de inverno, 70 °C negativos?

Carlos Murillo, presidente da companhia responsável pela fórmula, durante evento virtual realizado na última quinta-feira (12) na Academia Nacional de Medicina, explicou que, para possibilitar a chegada da vacina a diversos lugares do mundo, caixas que funcionam como refrigeradores e se valem de gelo seco estão sendo produzidas pela empresa.

Comportando até cinco bandejas, tais dispositivos são capazes de suportar até 195 frascos. Além disso, os cerca de 100 mil recipientes esperados até novembro serão equipados com sensores de temperatura e GPS.

Para lugares mais quentes, a exemplo do Brasil, o executivo conta que o uso de uma embalagem especial, que também contém gelo seco, está nos planos da gigante, mantendo a temperatura necessária por até 15 dias.

Depois de descongeladas, as vacinas se manterão estáveis por mais cinco dias em refrigeradores comuns. Murillo reforça a ideia de que, a partir do momento em que chegarem ao país, devem ser aplicadas em 20 dias.

Antes disso, claro, é preciso que elas sejam autorizadas e desembarquem por aqui – e uma série de entraves burocráticos e prioridades, então, se colocam no caminho entre a vacina e a população.

Destino e autorização

Das 50 milhões de doses da vacina da Pfizer previstas para o fim de 2020, metade deve ser destinada aos Estados Unidos, segundo o The New York Times. Considerando que cada pessoa precisará de duas doses, isso se traduz em 12,5 milhões de imunizados em potencial. Visando acelerar o processo, a Pfizer espera obter uma autorização emergencial de uso com a Food and Drug Administration (FDA).

Quanto ao Brasil, o procedimento de liberação cabe à Anvisa – mas negociações avançadas com o governo já estão em andamento, ressalta Murillo, e a fórmula poderá estar disponível no território até março de 2021.

Duas instalações da farmacêutica estão a todo vapor, uma em Kalamazoo, em Michigan, e outra em Puurs, na Bélgica. Agora, só nos resta torcer que, superados os obstáculos, no primeiro trimestre do ano que vem, possamos contar com três opções que reduzam a ameaça do Sars-CoV-2: a vacina de Oxford, a CoronaVac e a vacina da Pfizer.

 

Fonte: TecMundo


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