Provavelmente você já viu nas aulas de biologia que a menstruação é resultado da descamação das paredes internas do seu útero quando não há fecundação – e que acontece todo mês. Mas ela pode significar bem mais que isso! Dependendo de alguns detalhes, a menstruação pode te dar alguns alertas sobre o seu corpo e sua saúde. Vem que a gente te conta quais!

 

1. “Ai, que doooor!”

 

A cólica (também chamada de dismenorreia) é, para muitas mulheres, o pior pesadelo do período menstrual. Ela é aquela dor extremamente desagradável causada pela contração do útero por ação da prostaglandina, uma substância produzida no organismo. Até aí tudo bem, normal. Mas é melhor prestar atenção quando a intensidade dessa dor é muito forte e se ela tem aparecido além dos primeiros dias de mensturação. Isso porque existem dois tipos de dismenorreia, que não têm a mesma causa: a primária e a secundária.

 

Cristina Laguna, professora do departamento de Tocoginecologia da UNICAMP, conta que a disminorreia primária é aquela que aparece com as menstruações regulares: “Ela ocorre nos primeiros dias e, embora incomode, melhora com o uso de medicamentos para dor”. Já a secundária surge após alguns anos de menstruação e é bem mais forte, às vezes nem sendo controlada por remédios. “Pode ser causada por uma doença, como por exemplo a endometriose. Nessa situação, a dor aparece pouco antes ou durante a menstruação, tende a ir piorando, e pode se prolongar até depois que terminar o sangramento”, alerta.

 

2. “OMG, quanto sangue!”

 

Algumas meninas têm o fluxo mais intenso e isso é normal. É preciso prestar atenção, no entanto, quando o volume aumenta demais e chega a atrapalhar as atividades do dia a dia. Talvez isso indique um pólipo ou uma fibroide, por exemplo. Mas calma, embora o nome assuste, não é nenhum bicho de sete cabeças. Se tratam de um crescimento do número de células na parede do útero e isso acaba formando bolinhas, na grande maioria dos casos, benignas.

 

Fora isso, o aumento também pode estar associado à idade e à ação hormonal. De qualquer forma, caso sua menstruação esteja muuuito forte, ao invés de ficar imaginando mil coisas, a Dra. Cristina indica: “É preciso uma avaliação médica detalhada para diagnosticar a causa”. Além de tudo, vale lembrar que muita perda de sangue e, consequentemente, de ferro pode causar anemia, então um exame é bom para garantir que está tudo bem!

 

Por outro lado, se o fluxo diminuir bastante, pode ser porque você começou a tomar pílula anticoncepcional recentemente. Se esse não for o caso, vale visitar um médico para ver se está tudo certo com a tireoide. Distúrbios alimentares também podem ser os responsáveis por essa diminuição no volume da menstruação, mas aí o tratamento fica mais no quadro nutricional.

 

3. “Mas por que meu sangue está marrom?”

 

Quando se fala da cor, a situação é muito simples e as informações servem basicamente para você decidir quantos absorventes vai levar ao sair de casa! “Quando o volume é maior, a menstruação é mais avermelhada [geralmente no ~auge~ da semana]. Já nos primeiros e nos últimos dias, quando a quantidade de menstruação já diminuiu, a coloração pode ser mais escura, com um tom de marrom“, esclarece a Dra. Cristina. Ou seja, não precisa se assustar se notar essa mudança na cor.

 

4. “Tá tudo desregulado. E agora?!”

 

Em primeiro lugar, é importante saber que o ciclo menstrual não é um relógio. “Pequenas oscilações podem ocorrer, de forma que menstruar a cada 24 a 38 dias é considerado normal“, a Dra. Cristina tranquiliza. E também é ok que a menstruação dure de quatro a oito dias – se você toma pílula, pode ser que dure menos. Algum problema pode estar acontecendo só se o seu ciclo fugir desses limites várias vezes seguidas.

 

Nesse caso, Dra. Cristina aponta uma das possibilidades: “uma situação muito conhecida é a síndrome dos ovários policísticos, mas é preciso muito cuidado para fazer um diagnóstico correto e não confundir com a irregularidade dos primeiros ciclos da menina. Nessa síndrome, além da menstruação atrasar, podem aparecer sintomas como crescimento de pelos em lugares comuns aos homens e também o aumento de acne”. Para confirmar, no entanto, é preciso fazer exames.

 

Se por acaso sua menstruação estiver atrasada, existem várias situações – além da síndrome dos ovários policísticos e da gravidez – que podem ser responsáveis. Fatores emocionais, medicamentos, atividades físicas em excesso, distúrbios alimentares e variações no peso são algumas delas, como já contamos anteriormente aqui na CAPRICHO.

 

É bastante coisa, né?! Mas não precisa se preocupar. Se você observar que houve alguma alteração que vem se repetindo muito, seja no ciclo, na cólica bem mais intensa e duradoura ou, quem sabe, no fluxo da menstruação, é só seguir o conselho da Dra. Cristina Laguna: “um médico deve ser consultado para investigar as causas e a necessidade ou não de tratamento”.

 

Fonte: Capricho


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