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Para quem não sabe, o dia de 9 de julho é feriado somente no Estado de São Paulo. Criado em 1997, há muitas pessoas que não sabem o real significado dessa data, por mais que ela já tenha 16 anos. O tema desse dia, porém, percorreu as ruas do estado e do Brasil nas últimas semanas com bastante força. Essa data tem suas origens nos motins e nas manifestações de 1932, originárias do Estado de São Paulo, popularmente conhecidas como Revolução Constitucionalista.

 

Em 1932, Getúlio Vargas era presidente do Brasil há dois anos, após o golpe de estado de 30. Em 1930, Getúlio não foi eleito presidente. Porém, inconformado com o fracasso das eleições, procurou o apoio dos estados de Minas Gerais, Rio Grande de Sul e Paraíba para impedir que o candidato eleito tomasse posse. Graças ao apoio militar adquirido, Getúlio assumiu o comando do país.

 

O recém-presidente desmanchou os congressos estaduais e municipais, indicando sucessores políticos que não agradaram os membros da oligarquia paulista. Em decorrência de certas nomeações, as pessoas se irritaram com o presidente, organizando inúmeros comícios, manifestações e atos públicos.

 

Cerca de 200 mil pessoas compareceram na Praça da Sé em um desses comícios, recebendo atenção nacional e internacional.

 

 

O estopim dos protestos

 

Quando quatro estudantes foram assassinados por partidários de Getúlio, os protestos começaram em grande escala. Então, na data de 9 de julho de 1932, as manifestações adquiriram mais causas: redemocratização e a elaboração de uma outra Constituição. O episódio ficou conhecido como Revolução Constitucionalista, nome dado ao iminente feriado.

 

O feriado chega em um momento importante da história atual do nosso país, em que milhares de pessoas estão saindo as ruas para demandar melhores condições de educação, de saúde, de infraestrutura e muitos outros aspectos. 

 

 

Fonte: Mega Curioso 

 


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