O espetáculo traz uma visão moderna do romance, alicerçando-se esteticamente na carnavalização, salientando a parte filosófica e fantástica de Brás Cubas, em detrimento de uma leitura folhetinesca e realista.

 

Marcos Damigo está sozinho no palco para viver um Brás Cubas bem-humorado, irreverente, egoísta e amoral. Com uma narrativa não linear, o personagem dialoga com seu público, canta, dança, discorre sobre seus envolvimentos amorosos, lembra a família e os amigos, enquanto passeia pelas agruras da sociedade de seu tempo.

 

A obra traz à tona toda a atualidade deste livro seminal de Machado de Assis, oferecendo ao público a possibilidade de olhar para um retrato genial da sociedade brasileira no século XIX.