
“Os sambas-enredo não são mais o que eram”, lamenta Luis Filipe de Lima, músico, jornalista, jurado do Estandarte de Ouro e um dos violões de sete cordas mais requisitados da música brasileira. “Originalmente, a ala dos compositores era a espinha dorsal das escolas, tudo se originava dela e dos sambas. Hoje, a parte visual tomou conta, e os sambas têm que se adequar aos desfiles, e não o contrário”.
“A forma como as escolas pensam seus sambas de fato mudou, mas isso não afetou os sambas-enredo, que passam por um grande momento”, retruca o jornalista Bernardo Araujo, especialista no universo das escolas de samba e autor do livro “Prazer da Serrinha – Histórias do Império Serrano” (Editora Verso Brasil), sobre sua escola do coração. “Ultimamente tivemos hinos como o ‘Malandro Batuqueiro’ do Salgueiro, ‘História para Ninar Gente Grande’, da Mangueira, vários da Portela e muitos outros”.
