
Foto Paulo Cesar Lima
A partir do conceito da Kalunga, linha das águas que divide o mundo em que vivemos (Nseke) e o mundo onde vivem nossos ancestrais (Mpemba), “SerTãoMar” assume o desafio de traduzir este abrangente universo por meio de cinco corpos pulsantes de deslumbramento com o vivido, para revelar algo muito maior que essas memórias de mar: as humanidades diversas que são faces de um Brasil profundo, negro e desconhecido, mas que está na essência de muito do que somos.
As apresentações integram projeto contemplado pelo programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.
“Porque cantam para as águas do mar estes filhos de Zambi, em lendas e canções encontradas no Congado Mineiro, se estão tão longe do litoral?” Para responder essa intrigante pergunta, o Núcleo Pé de Zamba visitou comunidades afrodescendentes – Quilombo de N. Sra. do Rosário de Justinópolis, em Ribeirão das Neves; Quilombo do Ausente, no Serro; Quartel do Indaiá, em Diamantina; Quilombo do Pega, em Virgem da Lapa -, além de entrevistar artistas, pesquisadores e representantes da cultura tradicional em Belo Horizonte, Araçuaí e Milho Verde..
