Estamos praticamente 24 horas por dia conectados à internet e é realmente difícil imaginar como seria a vida sem ela. A grande questão é que, apesar de ser um universo vasto e com inúmeros dados, temos acesso apenas à ponta do iceberg. Isso porque a maior parte do conteúdo disponível não pode ser acessada a partir da Surface – a parte com que temos contato. Boa parte da internet se encontra em um “submundo” que não pode ser acessado com os navegadores que conhecemos.

 

Essa parte é chamada de Deep Web e você já deve ter escutado sobre ela. Não vamos nos concentrar em dar definições, mas é importante fazer uma pequena ressalva. Muita gente acredita que este seja o lado ilegal da internet onde apenas se encontram criminosos e coisas bizarras. De fato, podemos encontrar muita coisa estranha e ilícita por lá, uma vez que os conteúdos não são indexados e possuem criptografia para não deixarem rastros. No entanto, não é apenas isso que existe por lá.

Todo site não indexado, ou seja, que não pode ser encontrado pelos navegadores convencionais, fazem parte da Deep Web. Isso significa que serviços de e-mail e até mesmo centrais de comando de empresas e universidades podem ser acessadas a partir daí, com um código específico. URL’s abandonadas também podem ser encontradas nesse ambiente.

 

Por outro lado, existe a dark web, que é uma parte ainda mais difícil de ser acessada e que sim, costuma abrigar os conteúdos mais pesados e grotescos da internet. Para conseguir acessar esse submundo, há um navegador específico chamado “Tor”, que proporciona comunicação anônima e maior segurança ao navegar na “parte suja” da internet.

 

Surgimento

Existem algumas teorias sobre o surgimento da Deep Web. Inicialmente, a intenção era apenas criar uma forma secreta de comunicação. Estima-se que por volta do ano de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão tentava encontrar uma forma de se comunicar com os países que formavam o Eixo (Itália e Alemanha), sem levantar suspeitas dos Aliados. Dessa forma, poderiam formular estratégias de guerra sem correr o risco de colocar tudo a perder. 

 

Teriam então desenvolvido um novo sistema que seria capaz de enviar dados criptografados pela rede. Assim, não poderiam ser interceptados e muito menos decifrados por outras pessoas que não fossem o destinatário final. Por outro lado, ainda há uma teoria melhor aceita. Esta relata que a Deep Web começou a ganhar força com o exército norte americano, que buscava por uma forma de se comunicar com suas centrais de inteligência instaladas por outros países, sem serem descobertos.

 

A partir do fim da guerra, o projeto de navegação criptografada teria ficado conhecido. Muitas pessoas acharam que seria interessante e completamente eficaz para outros destinos. Foi então que sua estrutura e conceito passaram por aprimoramentos para que o serviço se mostrasse ainda mais seguro.

 

Foi apenas mais tarde, por volta do ano de 1999, que o Tor foi desenvolvido. A proposta era de que o software fosse capaz de criptografar os dados, descriptografar e então passá-los para frente. Tudo isso poderia garantir a segurança de quem navegasse pelo ambiente abaixo da Surface. E é exatamente isso que o navegador executa atualmente, o que justifica atuar de forma tão lenta.

 

E então pessoal, o que acharam? Já tiveram curiosidade de navegar pela Deep Web? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

 

Fonte: Fatos Desconhecidos 


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