Feio é o quarto espetáculo da Dobra, e conta com direção de Helena Marques, dramaturgia de Cecilia Ripoll e atuação de Breno Paraizo, Caio Passos, Fábio Lacerda e Reinaldo Dutra. O trabalho traz à cena a história de um casal que é surpreendido por uma descoberta extraordinária, revelada nas imagens de um exame. A peça reflete sobre os limites entre humanidade e tecnologia, e num jogo tragicômico traça relações entre filtros de embelezamento, emojis e reações fisiológicas do corpo humano. A temporada será de 16 de novembro a 03 de dezembro, no Teatro Cacilda Becker, Catete, com apresentações às quintas e sextas às 19:30h; sábados às 17h30h e 19h30 e domingos às 16h e 18h.

Inicialmente inspirada na fábula “O Patinho Feio”, de H.C Andersen, a peça expande as questões do conto para o contexto contemporâneo, focado principalmente no público adulto. “O conto do patinho feio fala de uma rejeição, de um personagem que não cumpre determinados pré-requisitos para integrar a esfera coletiva que o envolve. Nas conversas com direção e elenco, falamos sobre o sentimento de não pertencimento a determinados grupos, e falamos também sobre esse processo de tentar padronizar algo em si para se tornar apto a participar de uma coletividade. A partir daí, passei a pensar nas redes sociais como um imenso lago cheio de patos que não querem ser o patinho feio, e ao mesmo tempo, paradoxalmente, esse mesmo lago das redes sociais nos empurra, todos nós, a nos sentirmos como patinhos feios, afirma Cecilia, duas vezes indicada ao Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia: por ‘Rose’ em 2018 e ‘Pança’ em 2023.”

A peça pretende aprofundar a contínua pesquisa da Dobra acerca do gesto atoral e do espaço cênico. Em 2014, com a peça “Hominus Brasilis”, o grupo foi indicado ao Prêmio Shell RJ de melhor direção e ao Prêmio Cesgranrio na categoria especial pelo estudo do espaço cênico através da Plataforma. Dessa vez, a direção de Helena Marques propõe uma linguagem que busca o limite, as fronteiras, o lugar entre gesto e dança, entre figurativo e abstrato, entre ator e personagem, entre a limpeza da mímica e os borrões do improviso, entre as imagens que o texto anuncia e as imagens que realmente vemos, entre o simples e o sofisticado.

“Esta montagem levou cinco anos para chegar aos palcos. O embrião surgiu em 2018 durante uma oficina que ministrei, onde propus o conto ‘Patinho Feio’ como ponto de partida para a criação de uma cena. Daí, nasceu um esquete encenado por estes mesmos quatro atores que estão na montagem e eles, com desejo de expandir o trabalho, me convidaram para dirigir uma peça teatral a partir da cena. Exploramos o conto de 2018 a 2020 e, prestes a subir ao palco, fomos surpreendidos pela pandemia. Não desistimos do projeto, e os estudos evoluíram para o experimento online ‘FEIO – in loco’, com a contribuição de Pedro Kosovski. Agora, em 2023, com a dramaturgia de Cecilia Ripoll, apresentamos um trabalho diferente de todas as facetas que este projeto já teve, mas que também é resultado desse percurso”, destaca Helena.

Feio é um retrato de nossas angústias humanas, fugas da realidade e relação com a tecnologia, com muito humor, estranheza e, paradoxalmente, beleza. O espetáculo convida o espectador a usar sua imaginação para mergulhar nessa realidade distópica e refletir sobre temas contemporâneos de maneira inesperada. A plataforma, recurso cênico de espaço reduzido usada em Hominus Brasilis, não está presente, mas seus princípios aparecem desdobrados e amadurecidos. A montagem fará ainda duas apresentações no Espaço Akros em Niterói, no dia 9 de dezembro, às 16h e 19h.

  Feio foi contemplado no edital Fomento à Cultura Carioca – FOCA, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura.

Sinopse

Casal é surpreendido por uma descoberta extraordinária revelada nas imagens de um exame. A peça reflete sobre os limites entre humanidade e tecnologia, e num jogo tragicômico traça relações entre filtros de embelezamento, emojis e reações fisiológicas do corpo humano.

Dobra

A Dobra nasceu em 2011 quando Helena e Matheus – ambos bacharéis em Artes Cênicas pela Unirio – foram a Londres cursar o Professional Development Program, curso de especialização oferecido pela London International School of Peforming Arts. No retorno ao Brasil, montaram o espetáculo “Hominus Brasilis”, dando início ao trabalho do grupo. No repertório encontramos ainda: A Menina e a Árvore, Vermelha, Feio, além dos experimentos online A Mulher que Sonhava e Feio – in loco. A Dobra foi indicada aos principais prêmios de teatro brasileiros e já representou o Brasil em festivais na China, EUA, Portugal e Argentina.

 

Helena Marques – direção

Helena Marques é atriz, diretora e fundadora da Dobra. É formada em Artes Cênicas pela Unirio e pela LISPA (Escola Internacional de Artes Performáticas de Londres), além da formação em Canto Popular pela Escola Estadual de Música Villa-Lobos. Hominus Brasilis, espetáculo da Dobra em que dirigiu e atuou, recebeu indicações ao Prêmio Shell de Melhor Direção e ao Prêmio Cesgranrio na Categoria Especial, pela pesquisa do espaço cênico através da Plataforma, além de ter representado o Brasil nos EUA (2016), China (2017), Argentina (2017) e Portugal (2019).

 

Cecília Ripoll – dramaturgia

Dramaturga, diretora, professora e atriz, Cecilia Ripoll é formada em Licenciatura em Artes Cênicas pela UNI-RIO. Foi indicada ao Prêmio Shell RJ 2023 como autora pela dramaturgia PANÇA e ao Prêmio Shell RJ 2018 como autora pela dramaturgia ROSE. Está entre os 100 nomes que integram o Portal de Dramaturgia Brasileira.

 

Serviço

Espetáculo: “FEIO”
Temporada: de 16 de novembro a 03 de dezembro de 2023
Dias e horários: quintas e sextas – 19h30
sábados – 17h30 e 19h30
domingo – 16h e 18h
Local: Teatro Cacilda Becker
Endereço: Rua do Catete, 338 – Catete – Rio de Janeiro
Informações: (21) 2265-9933
Ingressos: R$10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Venda de ingresso online: Sympla

Classificação: 14 anos
Duração: 90 min


Fonte: Lyvia Rodrigues | 21 980615853 | contato@aquelaquedivulga.com.br | @aquelaquedivulga


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