Uma fita métrica na região da garganta já seria suficiente para avaliar a saúde cardiovascular dos pacientes no consultório. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Universidade do Chile e publicada no British Medical Journal.

 

No trabalho, foram avaliados 4 607 adultos. Aqueles com um pescoço maior, e, portanto, mais gordura acumulada ali, tinham grande probabilidade de sofrer uma complicação cardíaca ou cerebral. De acordo com os autores, a aferição seria até mais precisa que a medida da circunferência abdominal.

 

Apesar dos achados, a médica Gláucia Moraes de Oliveira, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, pede cautela. “É difícil ter um consenso sobre valores de referência para um exame como esse, pois cada povo tem um tipo físico que vai afetar o tamanho e as proporções do corpo, o que não permite estabelecer um limite saudável baseado em estudos internacionais”, analisa.

 

A fita métrica pode, sim, ajudar. Mas ela deve vir acompanhada de outros testes e avaliações.

Outras maneiras de sondar como andam as artérias
IMC: peso dividido pela altura ao quadrado. Confere se a pessoa está acima do peso.

Abdômen: medir a barriga na altura do umbigo é outro clássico das consultas.

Colesterol: numera LDL, HDL e outras partículas. Valores altos ou baixos são encrenca.

Pressão: mede se os vasos estão apertados e tensos além da conta.

Diabetes: o excesso de açúcar na circulação danifica aos poucos os vasos sanguíneos.

Outros: vida sedentária, dieta desequilibrada e tabagismo também são sinais de risco.

 

Fonte: Saúde Abril.


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