Se você já viu alguma imagem de um cérebro humano, já deve saber que ele possui várias dobras. Mas qual é o propósito de todas essas “rugas”? Elas realmente desempenham algum papel importante no desenvolvimento de atividades cerebrais?

 

O córtex, a superfície externa do cérebro que é coloquialmente referida como “massa cinzenta”, se expande e se dobra à medida que ele se desenvolve ainda no útero da mãe. Em essência, essa expansão faz com que a pressão aumente nessa superfície externa, que por sua vez adquire essa consistência bastante “enrugada”.

 

Basicamente, imagine empurrar uma das extremidades de um pedaço maleável de borracha. Em algum momento, a superfície vai se dobrar como uma resposta natural à pressão aplicada. Essas inúmeras dobras também fornecem grandes benefícios, pois permitem que os humanos “acumulem” mais neurônios, o que por sua vez torna os nossos cérebros mais avançados e com habilidades cognitivas ampliadas.

 

No entanto, os cérebros da maioria dos animais não são dobrados. Por exemplo, o córtex dos ratos e camundongos não se expande o suficiente durante o desenvolvimento para levar à formação dessa camada “enrugada”, ou seja, seus cérebros são superfícies totalmente lisas. É facilmente observável que as dobras cerebrais tendem a ocorrer em animais que possuem um cérebro maior. Mas isso nem sempre é o caso, pois alguns mamíferos de grande porte, como o peixe-boi, ostentam muito menos dobras do que os pesquisadores esperariam com base no tamanho de seu cérebro.

 

Más uma boa razão por trás desses padrões diferenciados. Uma dobra não depende apenas do crescimento geral do córtex, mas também das propriedades físicas daquela parte em questão. Por exemplo, regiões mais finas tendem a se dobrar mais facilmente do que outras.

 

Em última análise, as propriedades físicas e os padrões únicos de todo esse dobramento de cada região do cérebro estão geralmente ligados às suas funções. Os elefantes têm cérebros maiores e mais dobrados do que os humanos, mas, obviamente, estamos no topo da árvore evolucionária, enquanto eles não. Em outras palavras, as funções do nosso córtex são mais avançadas (na maioria dos aspectos) do que as funções do córtex do elefante, embora o cérebro do elefante ainda tenha mais rugas.

 

Por isso, quando você ver a imagem de um cérebro por aí, saiba que as dobras que deixam os nossos “computadores centrais” com uma aparência enrugada são bastante úteis. Elas ajudam a embalar toda a massa cerebral na quantidade exata de espaço disponível no crânio.

 

 

Fonte: TriCurioso.


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