O pensamento e o pensar são respectivamente, uma maneira de processo mental ou faculdade do sistema mental. O pensamento é fundamental no processo de aprendizagem e também é construtor e construtivo do conhecimento. Além de ser também o principal veículo do processo de conscientização.

Por ser uma coisa tão importante para nós, além de constante, ele desperta o interesse de vários cientistas. Tanto que os cientistas da Queen’s University, no Canadá, criaram um novo método que de forma inédita conseguiu detectar indiretamente quando um pensamento é concluído e quando um novo começa.

Esse trabalho foi feito por  Jordan Poppenk, PhD em psicologia, e sua aluna de mestrado, Julie Tseng. Eles inventaram uma forma de isolar as “minhocas do pensamento”. Que são na verdade instantes sequenciais nos quais uma pessoa está com o foco na mesma ideia.

Minhocas do pensamento

“O que chamamos de minhocas do pensamento são pontos adjacentes em uma representação simplificada dos padrões de atividade no cérebro. O cérebro ocupa um ponto diferente nesse “espaço-estado” a todo momento. Quando uma pessoa muda para um novo pensamento, ela cria uma nova minhoca do pensamento. Que podemos detectar com nossos métodos”, explica Jordan Poppenk, Presidente de Pesquisa de Neurociência Cognitiva do Canadá.

“Também observamos que as minhocas do pensamento surgem exatamente como novos eventos enquanto as pessoas assistem a filmes. A análise desse fato nos ajudou a validar a ideia de que o surgimento de uma nova minhoca do pensamento corresponde a uma transição de pensamento”, continuou.

Estudo

Segundo os cientistas, as mudanças de pensamento sempre foram uma busca complicada na história do estudo dos pensamentos. Porque várias vezes elas contavam com a ajuda de voluntários que descreviam os seus pensamentos, o que é um método pouco confiável.

A capacidade de medir quando novos pensamentos surgem é um método para conseguir entrar na mente em repouso. Permitindo investigar a  duração e o ritmo dos pensamentos quando a pessoa está sonhando acordada sobre alguma coisa.

A neurociência cognitiva teve vários avanços para conseguir “ler” os pensamentos das pessoas. Usando equipamentos de imagem cerebral, como a ressonância magnética funcional (fMRI).

A limitação é que os cientistas precisam ter modelos para todos os pensamentos que querem observar. E criar esses modelos é dispendioso e lento. Por isso, os cientistas acabam se limitando ao menor número possível de pensamentos diferentes.

E quando Poppenk e sua equipe desistiram de tentar entender exatamente o que a pessoa estava pensando e focaram no fato de que, quando ela muda de pensamento, isso é  como ter criado um método para identificar as pontuações em uma frase de linguagem da mente. Mesmo não entendendo o que está escrito e sem entender a gramática.

Quantidade

Com as medições de quando um pensamento começa e termina, Tseng e Poppenk preveem que uma pessoa tenha, em média, 6,2 mil pensamentos por dia. As medidas mentais também podem prever detalhes a respeito da personalidade dos voluntários somente observando os pensamentos dele pela fMRI.

Essa pesquisa do fluxo de pensamentos espontâneos de uns para outros tem um grande potencial para que seja melhor compreendido algumas questões cotidianas. Como por exemplo se sentir um cheiro pode influenciar o que as pessoas pensam, ou então como os pensamentos mudam na segunda vez que se assiste o mesmo filme.

Poppenk já está planejando novas pesquisas de como a dinâmica cognitiva varia ao longo da vida. E também quer descobrir se a taxa de mentação, que é a frequência das mudanças de pensamento, está ligada as qualidades das pessoas.

 

Fonte: Nature


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